| Autor: | Silva, T[ereza] Ang[eli]ca da |
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| Título: | MANUAL DE ORAÇOÊS |
| Editor: | Bonardel e du Bux livreiros |
| Local: | Lisboa |
| Data: | 1756 |
| Descrição: | Silva, T[ereza] Ang[eli]ca da A 1ª edição da obra, que saíra em 1732, consta “de 158 pag., todas abertas em chapas de metal, e adornadas com diversas vinhetas e ornatos, incluindo quarenta e uma estampas allusivas aos mysterios da missa, etc. E posto que pela execução se não recommenda notavelmente a obra como primor da arte, não deixa contudo de ser mui curiosa a diversos respeitos, e até uma verdadeira raridade bibliographica, pois que della não vi ainda mais que dous exemplares, um em poder de um amigo, e outro que o acaso me deparou ha annos em uma loja, onde o comprei com outros livros usados. Confesso que em vista do silencio absoluto, que a respeito da auctora e do livro guardam todos aquelles que de uma e do outro deveriam dar-nos noticia, entrei na desconfiança de que bem poderá ser o nome da indicada auctora um pseudonymo, com que procurasse encobrir-se algum dos nossos gravadores, por motivo de difficil averiguação. Entretanto, é facto que o dito nome vem assignado no fim da dedicatoria a el-rei D. João V, circunstancia até certo ponto attendivel para attestar a sua realidade”. Innocencio da Silva no seguimento da dúvida que expôs (VII, 316) e da formulação que adiantou quanto ao verdadeiro autor, vai afirmar, no vol. XIX da mesma obra (Diccionario Bibliographico Portuguez), a p. 256: “informa um dedicado amigo e obsequiador do Dicc. que effectivamente o nome desta auctora occulta um pseudonymo, que é de Carlos Rochefort, como se vê bem claro na vinheta que antecede a dedicatoria (pag. 3), onde se lê em caracteres microscopicos C. de Rochefort scu., e na pag. 45 Rochefort filius sc...» Ernesto Soares, contudo, não partilha
desta opinião. Diz ele: “Que o nome de
Rohefort e a sua acção de aguafortista se patenteiam ao simples exame da obra,
não pode restar dúvida alguma, que há na verdade certo desleixo na abertura de
muitas das páginas, quer por industrialização, quer por inhabilidade, também é
um facto, agora que se pretenda com o nome da autora ocultar o de um
artista que tão claramente assina o seu
nome, tal como faziam todos os outros, é que não nos parece aceitável. Como
simples opinião diremos que não vemos inconveniente em aceitar a existência da
artista, ou nóvel artista, Teresa Angélica da Silva que trabalharia debaixo das
indicações de um abridor que não quis deixar de assinar o seu nome nas estampas
que foram exclusivamente do seu buril. Pedro de Massar Rochefort (1673 ou 75 –c.1740) era gravador de méritos atestados quando veio para Lisboa, a convite de D. João V, para fundar a tipografia de gravação da Academia Real de História Portuguesa. Terá chegado por volta de 1726 ou 28, com a família, e por cá permaneceu. Deixou muitas gravuras de excelente qualidade e conhecem-se outros trabalhos seus (o traço para os arcos cénicos executados para os festejos do casamento de D. José, por ex.) de igual merecimento artístico. O seu filho Charles de Rochefort seguiu as pisadas do pai, embora não se conheça mais informação biográfica. Assinou algumas chapas de boa qualidade, c/ P. Rochefort filius, ou Rochefort filius, ou C. de Rochf. e foi, possivelmente, ajudante do seu pai. Estado de conservação: encadernação c/ desgaste e peq. faltas nas
extremidades; falta das guardas volantes;
papel c/ ligeira acidez, manchas e sinais de uso; 1 folha c/ falta
mínima na extremidade; anotação
manuscrita no topo da folha de rosto e junto à data. |
| Preço: | VENDIDO |
| Referência: | l-PTM012-44 |