Título/Design: Palácio de D. Manuel, em Évora​
Descrição:

Passaporte, J. P. B. , fotografia do Palácio de D. Manuel, em Évora
Quadro c/ fototipia que reproduz o palácio de D. Manuel, em Évora, emoldurada c/ 2 passe-partouts (cinzento e verde claro) e moldura em madeira pintada de verde água.  Com a indentificação caligráfica do monumento escrita num dos passe-partouts e a indicação de autoria, em colagem peq., atribuindo a ‘J. P. B. Passaporte, Photographo da Casa Real, Évora’.


José Pedro Braga Passaporte (Évora, 1877 - Madrid, 1935; pai de Antº Passaporte) dedicou toda a vida à fotografia amadora e, depois, profissional c/ estabelecimento em Évora e Moçamedes.  Foi nomeado pelo rei D. Carlos, Fotógrafo da Casa Real, em 1904.


O monumento existente hoje e denominado palácio de D. Manuel é apenas uma peq. parte da construção existente no séc. XVIII.  Apresentava-se já bastante diminuído e arruinado no séc. seguinte, quando a ala da Galeria das Damas é cedida para depósito militar (1834). O edifíco vai alojar as instalações da Freguesia e Tribunal Judiciário (1845), mais tarde, a parte quinhentista do palácio é destruída para edificar o Mercado Municipal (1849) e, c/ a construção do Passeio Público, desaparecem os muros medievais, cerca,  horta e tanque de mármore policromado (1864).   Em 1868, da Galeria das Damas restam apenas as paredes e poucos anos depois, em 1873, a torrinha renascença do Aqueduto da Água de Prata é totalmente derrubada.  Depois de uma tempestade ter feito desabar os telhados, em 1881, o que resta do palácio sofre obras profundas e revivalistas, que estiveram a cargo do engº Adriano da Silva Monteiro; em 1892, os restos do palácio são vendidos pela Câmara e utilizados  p/ instalação de um quartel; depois vem a instalação de um Museu Arqueológico (1895) e de um outro de produtos agrícolas e industriais, no início do séc. XX, posteriormente às obras que o aumentam em altura, c/ a instalação de um andar em estrutura metálica, na parte Norte, e que deram ao palácio o aspecto retratado na fototipia.  Duraria até 8 de Março de 1916, altura em que um incêndio destruíu o que restava do edifício. Em 1931, a Cãmara Municipal manda derrubar os acrescentos novos que apresentavam perigo de derrocada.  A partir de 1943, diversas intervenções de recuperação têm sido levadas a cabo.


Português, séc. XIX-XX  (1ª década)
Dim.:  27 x 33 cm  (total)

Autor: Passaporte, J. P. B.
Dimensão: 27 x 33 cm (total)​
Preço: ​€ 110​
Referência: p-300499-11