Título/Design: A Catedral
Descrição:

Maria Velez, A Catedral

Óleo s/ tela e colagens de diversos materiais

assinado

Esta obra integrou a exposição GM, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em 1967, presença assinalada no verso da tela.   Sobre a mesma exposição e sobre a A., refere Francisco Bronze, na Colóquio de Junho de 67:  “O tempo que tudo corrompe, em cada objecto, em todas as coisas deixando os seus mágicos sinais de metamorfose, por eles, de certo modo, se materializando;  o tempo que se conta pelos relógios e pelas vivências de cada pessoa, que inexoràvelmente flui e que em vão se tenta, quando já é Passado, recuperar pela Memória; o tempo que se desejaria, por vezes, anular, vencer de qualquer forma.  Precisamente um dos quadros mais importantes desta exposição — «A Catedral» (relógio destruído, analisado nas suas mecânicas entranhas) — fala-nos do Tempo que se interroga (...).   In Colóquio, Revista de Artes e Letras, nº 44, Junho de 1967, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, pp. 34-5.

Proveniência: colecção António Alçada Baptista

 

“Maria Velês (1935 - [2017]) nasceu em Lisboa”, cidade onde estudou e onde concluiu o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes.  Desde 1960 participou em exposições colectivas (S.N.B.A., II Expos. Gulbenkian) e expõe, principalmente, na Galeria Interior.  Inicialmente de cariz neo-impressionista abstrato, a sua pintura passou a integrar também objectos, “cuja expressividade incidia no mundo intimista das velharias, rendas, relógios antigos, fotografias, etc., com uma intenção procurada entre a denúncia e o entretenimento.  Sucede a essa fase um neofigurativismo, por vezes com características «pop».”*  Dedicou-se também à gravura e à tapeçaria.

 * Rui Mário Gonçalves in Mário Tavares Chicó et alli (org.), Dicionário da Pintura Portuguesa, vol. III, Estúdios Cor, Lx, 1973, pp 415-6

 

 

Autor: Maria Velez
Dimensão: 146 x 90 cm
Preço: € 3.700
Referência: p-30152-3